Melancolia

 




Uma sombra fria apodera-se da minha alma nestes dias cinzentos. O sol brilha lá fora, coroado pelo azul resplandecente do céu, mas tudo é negro e vazio dentro de mim. As garras do desespero fecham-se sobre o meu coração. Uma melancolia perigosa esta, que teima em insinuar-se no meu espírito. Escondo o nariz por entre as páginas de um livro, os meus olhos ávidos de encontrar o caminho para outra dimensão. Os dias sucedem-se, iguais, solarengos, porém cinzentos, cada vez mais cinzentos. Os meus sonhos parecem castelos de areia ao vento. Começo a questionar que raio de plano tem a vida desta vez para mim. Qual é o objetivo disto? Porque me infernizas assim? 


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